
Quanto tempo que eu não passo por aqui, hein? Mas eu garanto a vocês: mesmo sem postar, não passa um único dia em que eu não pense em dieta. Que não pense no quanto engordei, no quanto a minha vida seria melhor se estivesse mais magra (perder peso não é a solução para meus problemas, mas recuperar a auto-estima é), nas roupas de tamanho pequeno que ainda estão no meu armário. Não tem uma semana em que eu não comece um novo regime. E não tem um dia em que eu não coma uma bobagem e pense “ah, só hoje” ou “ah, não é essa pizza que vai me fazer engordar”. Não tem dia em que eu não protele a minha caminhada, dizendo “amanhã eu começo”. Estou adiando as coisas que sei que tenho que fazer há ANOS.
Sei que sou capaz de emagrecer. Já fiz dietas em que emagreci 10, 15, 20 quilos. Sem sofrer. E depois, magra e feliz, recomeça o ciclo de comer exageradamente e “amanhã eu começo a dieta novamente”. Até que os SAPATOS começaram a apertar, porque até o meu pé está gordo. Até que o meu rosto ficou desfigurado devido à quantidade de gordura o meu pescoço. Então combinei com uma amiga de ir no Vigilantes do Peso nesse último sábado. A coisa mais sábia foi convidá-la, porque se fosse sozinha teria deixado para o próximo sábado. E para o próximo, e para o próximo…
A reunião no começo é chata. Cada um se pesa individualmente e não tem aquela comemoração coletiva que eu imaginava com os quilos perdidos. Mas depois a orientadora começou a falar, e me identifiquei tanto com o que ela dizia (“rezava para chover, pra ter desculpa pra não caminhar”, entre outras coisas) que decidi que iria embarcar no programa. Paguei, me pesei, e fiquei completamente chocada com o resultado: oito quilos a mais desde a última vez que me pesei, em abril. No total, são 43 quilos a mais do que eu pesava antes de começar a engordar enlouquecidamente. Isso é uma pessoa! Chega! Agora eu vou emagrecer e vai ser pra valer.
Reeducação alimentar não precisa ser um sofrimento. Eu gosto de alimentos menos calóricos: pães integrais, frutas, iogurtes, saladas. O problema é que, na correria do dia-a-dia e com a minha preguiça infinita, sempre foi muito mais fácil ir na padaria e comprar um pastel. E uma fatia de doce para acompanhar. Mas cheguei em casa e devorei o material que recebi no Vigilantes. Um dos segredos, dizem, é ter alimentos saudáveis sempre à disposição. Então peguei o cardápio sugerido, fiz uma lista de compras e corri para o supermercado. Fazer dieta não é barato, mas é necessário. E até a família entra na onda: já flagrei os filhos comendo uma maçã aqui, uma bergamota ali…
Até agora, tudo tranquilo. Tenho me mantido dentro da cota, e não usei ainda os pontos flex. O tempo em Porto Alegre está horrível, mas vou usar alguns DVDs de ginástica para me mexer em casa. E descobri alguns alimentos que matam minha vontade de um doce e não pesam na contagem dos pontos. Essa barrinha de laranja da Nutry é uma boa opção: “custa” apenas um ponto e é deliciosa. Vou compartilhar minhas dificuldades e minhas vitórias por aqui com vocês, e também as dicas ao longo do caminho. Vem comigo!