Sibutramina: amiga ou inimiga?

Virou moda tomar sibutramina. Ha dois anos atrás, resolvi fazer uma dieta e fui em uma endócrino que me deu a receita rapidinho. Lançada comercialmente como Reductyl, na farmácia de manipulação custa duas vezes menos.

A experiência foi boa no começo. Tomava o remédio uma hora antes do almoço, e comia apenas o absolutamente necessário. No primeiro mês perdi 5 kgs, e assim foi até que que eu pesava 15 kgs a menos. Estava linda, gostosa e sentia que podia tudo. O uso do medicamento foi interrompido (parece que não pode passar de três meses) e por um tempo consegui até perder mais peso. O meu maior orgulho foi ter ido ao aniversário de uma amiga em uma pizzaria e não ter comido absolutamente nada. Eu era a rainha do universo!

Aí arranjei um estágio em uma assessoria de imprensa que ficava na frente de um supermercado. Toda tarde ia lá buscar um lanchinho… uma barra de cereal, um iogurte, um pãozinho de queijo, uma fatia de torta… sem o remédio, o monstro do olho gordo voltou com tudo!

E esse é o grande problema da Sibutramina, relatado por centenas de usuárias: além do mal humor que acomete algumas (não aconteceu comigo), depois que a pessoa pára com o remédio, os quilos perdidos são reencontrados. São poucas as pessoas que conseguem manter o peso depois de interrompido o uso do medicamento. Vale a pena?

Related Posts with Thumbnails